Author Archives: Marcus Nakagawa

Empreendedorismo na economia verde

Empreendedorismo na economia verde

Você já se imaginou trabalhando para um negócio que fará parte da próxima tendência econômica? Em um empreendimento que esteja dentro de um dos setores mais promissores que só vem crescendo no mundo? Pois bem, esta é a economia verde, uma iniciativa que foi lançada pelo PNUMA – Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente em 2008, que visa mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural. Este movimento possui apoio de economistas e tem as seguintes estratégias: valorizar e divulgar os serviços ambientalmente corretos para consumidores; gerar empregos; definir políticas nesse sentido; e desenvolver instrumentos e indicativos do mercado, capazes de acelerar a transição para uma economia verde.

Reforçando este movimento existe o Green Deal, que é um conjunto de ações estratégicas para transformar a economia europeia menos agressiva ao clima e à biodiversidade, lançada no final do ano de 2019. E, atualmente está sendo reforçada, ainda mais, em momento da pandemia. Inclusive, a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia (este,presidido pela chanceler alemã Angela Merkel), possuem o lema da “Reconstrução Sustentável”.

Uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2019, mostrou que os esforços para combater as mudanças climáticas até 2030 gerarão 18 milhões de empregos em todo o mundo. E aqui na América Latina podem gerar mais 4 milhões de postos de trabalho na chamada economia circular.

Um setor importante nesta economia é o das energias renováveis com os biocombustíveis, energia eólica, solar fotovoltaica entre outros. Este setor começa a aparecer também no nosso país, não só pelo biocombustível da nossa cana de açúcar, mas também pelas paisagens que já vêm sendo modificadas pelos grandes cata-ventos no Nordeste e em outras regiões do país. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), já são mais de 619 usinas eólicas no país, com a capacidade instalada de 15,4 GW e a redução de 28 milhões de toneladas/ ano de CO2.

Em um outro setor desta economia está o turismo, principalmente, com o ecoturismo que está crescendo muito no país, com agências especializadas e pacotes específicos para a grande massa. Neste momento, durante e pós pandemia, o isolationist travel ou viagens isoladas para os locais de natureza, foram muito procurados, segundo as principais agências de turismo.

A pesca e a aquicultura também fazem parte dos setores, quando está focada na pesca certificada e pesca sustentável, com vários selos e processos bem rigorosos. O setor florestal não poderia deixar de estar nesta economia, neste caso, estamos focando naquelas florestas também certificadas e com processos que estejam dentro dos parâmetros mundiais de manejo. Grandes empresas se fundindo e trazendo o melhor de cada uma para a questões de gestão ambiental.

Os orgânicos não podem deixar de pontuar nesta economia. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a produção orgânica nacional vem crescendo mais de 20% ao ano, sendo que 70% desta produção é exportada para a Europa.

E, por último, a indústria e suas práticas de sustentabilidade para garantir os negócios dentro das cadeias de fornecimento internacional. Neste sentido pode-se observar o aumento de empresas certificadas com a ISO 14.001, referente ao respeito ao meio ambiente. Além do aumento de consultores e o mercado em torno deste tema. E até o fortalecimento da Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps).

Portanto, existe uma nova economia para aquele empreendedor que quer juntar algumas crenças e valores ambientais com o tipo de negócio que desenvolverá. E fazer acontecer os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Idealizador da plataforma Dias Mais Sustentáveis. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos; Administração por Competências; e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

www.diasmaissustentaveis.com

www.marcusnakagawa.com,

@ProfNaka

(Artigo: Empreendedorismo da economia verde)
Esse artigo foi publicado no Portal Granja Viana no dia 10 de dezembro de 2020. Confira: https://granjaviana.com.br/coluna/conexao-sustentabilidade/economia-verde

ESG ou Sustentabilidade Empresarial?

ESG ou Sustentabilidade Empresarial?

Não sei se é a minha bolha nas redes sociais, mas muitos dos meus contatos estão postando e escrevendo sobre este tal de ESG. Muitas empresas estão indo atrás deste termo e meus alunos e alunas começam a se confundir com as várias siglas e conceitos. Será que isso tem a ver com a sustentabilidade? É um outro tema que conversa com o Desenvolvimento Sustentável? Já temos que ir atrás de um outro curso ou indicador?

Bom, primeiro vamos explicar que ESG é a sigla para Environmental, Social & Governance, o que traduzido daria ASG: Ambiental, Social e Governança. Interessante que, se você coloca este termo nos buscadores resulta em um monte de empresas da área financeira, fundos e bancos colocando a importância das questões ambientais e sociais como riscos aos negócios. Este termo apareceu na publicação “Who Cares Wins”, de 2004, do Pacto Global da ONU junto com o Banco Mundial.

No último Fórum Econômico Mundial, no começo do ano, as questões ambientais e a emergência climática eram os principais tópicos de riscos apresentados a longo prazo. E, logo depois, aconteceu a pandemia, que subtraiu valores da maior parte das empresas e governos devido à falta de cuidado com a gestão dos animais silvestres e à governança global. Klaus Schwab, fundador em 1971, do evento que tem o objetivo de discutir práticas de gestão global, colocou que as empresas precisam gerar valor para os acionistas e também para os outros stakeholders ou públicos de relacionamento. Vimos isso bastante em tempos de pandemia, empresas de bebidas fazendo álcool em gel, empresas de roupas fazendo máscaras e muitas empresas e pessoas físicas no país fazendo doações para as reais necessidades da população. A pergunta é se isso continuará na retomada da crise pós pandemia.

Sobre gerar valor para os vários stakeholders, Porter e Kramer, em um artigo de uma década atrás, colocaram a necessidade de criar valor compartilhado para além dos acionistas e clientes/consumidores, também para os fornecedores, comunidades, colaboradores, meio ambiente, entre outros. Ou seja, a empresa não é uma ilha isolada que fica somente produzindo e vendendo para bater a meta prometida aos acionistas. Neste processo haverá muitos outros movimentos que impactarão negativamente ou positivamente o entorno e as pessoas que estão em contato. E aí sim estamos falando dos stakeholders, que podem oferecer riscos de um acidente no trabalho, de uma poluição no ar ou rio, de um fornecedor que tem práticas não aderentes aos Direitos Humanos, ou um funcionário que dá comissão para um político.

Estes riscos ambientais e sociais precisam ser medidos, avaliados, controlados e melhorados, para isso existem as políticas, os procedimentos, as regras, os códigos de condutas, certificações e o compliance nas empresas. Para apoiar e operacionalizar tudo isso temos as áreas de sustentabilidade, de qualidade, de saúde e segurança, de meio ambiente, de auditoria, de ética e compliance, entre os vários nomes para estas áreas.

E tudo isso precisa ser “orquestrado” pelo C-level (a liderança empresarial) na governança desta empresa. A forma que a empresa seguirá as “regras e leis” que ela colocou será fundamental para a gestão inclusiva e sustentável.

Mas tudo isso vale a pena também financeiramente? Sim! É isso que fundos como o ISE da B3 que tem mostrado nestes 15 anos com uma rentabilidade maior do que os fundos tradicionais. E mais do que isso, já tirou desta carteira de empresas com ESG várias delas que, no meio do caminho, tiveram problemas ambientais, sociais e éticos, mesmo que fossem muito representativas no âmbito total do fundo. A empresa XP criou uma área específica para este tipo de investimento e os bancos tradicionais possuem fundos éticos, sociais e ambientais desde o começo desta década. O maior fundo de pensão do mundo, o Fundo de Investimento em Pensão do Governo do Japão também anunciou, no meio da pandemia, que está priorizando investimentos ESG e está utilizando indicadores e análises de riscos relacionadas às mudanças climáticas e as oportunidades que este desafio possam criar.

No começo do ano, a maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock também apresentou a importância que estava dando para as questões de ESG. E agora no final de outubro a empresa junto com a XP lançaram o BlackRock Global Impact, que é um fundo formado por empresas globais com produtos e serviços pautados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ou seja, trabalhando com empresas que, efetivamente, estão buscando as melhorias necessárias no planeta e para as pessoas.

Mas afinal, ESG é a mesma coisa então que sustentabilidade?

Sim, a ideia é a mesma. E muitos usam a mesma base de indicadores da área de sustentabilidade que estamos discutindo, há mais de três décadas. Para corroborar ainda mais com esta semelhança entre os termos, o diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira, coloca que o ESG é um olhar do setor financeiro sobre as questões de sustentabilidade, as quais discutimos ao longo deste artigo.

Entretanto, muito cuidado para quem quer implementar o ESG, pois não basta criar um produto ou uma linha de produtos mais verdes, sustentáveis ou somente apoiar um projeto social. Estamos falando aqui de gestão, governança, controles e avaliações. E inserir as questões ambientais e sociais no cerne da estratégia dos negócios e em todos os processos.

Quando o mercado financeiro tornar este termo um mainstream, ou seja, um padrão para todas as empresas e negócios, e não somente algumas carteiras e fundos, o desenvolvimento sustentável ganhará ainda mais força.

Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Idealizador da plataforma Dias Mais Sustentáveis. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos; Administração por Competências; e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

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@ProfNaka

(Artigo: ESG)
Esse artigo foi publicado no Portal Mega Brasil Comunicação  no dia 4 de dezembro de 2020. Confira: https://portal.megabrasil.com.br/jcc/noticias/ler/2113/esg-ou-sustentabilidade-empresarial

Curso de Férias: Empreendedorismo de Impacto Social

Curso de Férias: Empreendedorismo de Impacto Social

Quer aprimorar seus conhecimentos e entender mais sobre o empreendedorismo de impacto?

O curso de férias da ESPM “Empreendedorismo de Impacto Social: definindo causas e ações para mudar o mundo” com o professor Marcus Nakagawa é o ideal para você. Saiba mais sobre ele:

Objetivo:

Diferenciar empreendedor tradicional e o empreendedor de impacto social e ambiental bem como entender as diferentes formas de empreendedorismo social: organização do terceiro setor, projetos sociais, negócios sociais e negócios de impacto social.

Público:

Empreendedores, mobilizadores sociais, executivos de administração, marketing e publicidade, e gestores que queiram compreender mais como alinhar sua profissão e suas ações com os seus valores pessoais de forma estruturada, assim como conhecer novos modelos de projetos, trabalho e organizações que impactam positivamente na sociedade.

Data: De 1 a 5 de fevereiro de 2021
Horário: 19h30 às 22h30
Inscreva-se já!

Curso de Férias: Empreendedorismo de Impacto Social

Estratégias do empreendedorismo sustentável

Estratégias do empreendedorismo sustentável

O empreendedorismo está cada dia mais em pauta nos jornais, revistas e nas redes sociais. Existe um movimento para que aumente o espírito empreendedor nos jovens, universitários e até nas crianças. Além disso, muitas escolas particulares já possuem cursos extracurriculares para a cultura do empreendedorismo.

Segundo a pesquisa GEM Brasil de 2019, cerca de 53,5 milhões de brasileiros, de 18 a 64 anos, estão à frente de alguma atividade empreendedora, isto é, envolvidos na criação de um novo projeto, consolidando um recente negócio ou realizando esforços para continuar uma proposta já existente. Esta pesquisa ainda mostra que no grupo de empreendedores iniciantes, 88,4% das pessoas fazem isso para ganhar a vida porque os empregos são escassos. E 51,4%, pouco mais da metade, quer contribuir para um mundo melhor.

Pois é, neste novo modelo de sobrevivência, do atual sistema capitalista, faz com que muitos não se baseiem mais no pleno emprego ou em grandes corporações provedoras perenes de bens e serviços, mas busquem um propósito para a sobrevida e um empreendimento verdadeiramente sustentável.

Quando falamos de sustentável, o pessoal já vai lembrar dos lixos e das árvores, mas entendemos que um empreendimento sustentável é muito mais do que isso. O projeto precisa se manter financeiramente, socialmente e ambientalmente em pé e de forma correta.

Em setembro de 2015, a cúpula das Nações Unidas, sobre o Desenvolvimento Sustentável, aprovou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que precisará da participação de todos que habitam no planeta. Não é uma propaganda para comprar um produto ou serviço tradicional da moda, mas sim começar a pensar no nosso estilo de vida, modo como funcionam as coisas e, principalmente, como fazemos ou criamos estratégias e modelos de negócios.

São no total 17 objetivos e 169 metas com um monte de explicações de parcerias, acompanhamento e revisão.

Podemos pensar simplesmente que é muito bonito ou utópico, mas como discuto com os meus alunos: é buscar um verdadeiro propósito para 2030 em todos os países do planeta. Exemplos de objetivos como “garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade”; ou ainda “garantir disponibilidade e manejo sustentável de água”; ou mesmo “assegurar padrões de consumo e produção sustentável” são alguns dos que constam no 17 ODS.

Existe a utopia de que esses objetivos serão alcançados, simplesmente, com políticas públicas. E que, como num passe de mágica, um grande governante de um país nórdico escreve uma lei, juntamente, com os seus colegas e pronto. Tudo fica perfeito. Porém, sabemos que assim não vai funcionar de verdade.

Por isso precisamos de empreendedores, intraempreendedores, que sejam visionários, que desenvolvam negócios de impacto social, projetos tradicionais com um olhar sustentável. Uma das primeiras lições que aprendemos no marketing é buscar as necessidades do cliente e as oportunidades no macroambiente.

E o raciocínio deste artigo fecha exatamente neste ponto, temos que utilizar os 17 ODS e as suas metas para inspirar, direcionar, fazer parte do nosso negócio. Empreender para tentar resolver ou ajudar a solucionar uma destas metas, obviamente, não todas ao mesmo tempo. Esta é a atual estratégia para o empreendedorismo sustentável.

Para quem estava pensando em empreender e, ao mesmo tempo, ter um propósito de vida, este é o caminho para trabalhar essa mentalidade.

Conheça mais sobre os ODS da ONU.

Engaje-se, envolva-se e empreenda com propósito!

Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

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@ProfNaka

(Artigo: Estratégia do empreendedorismo sustentável)
Esse artigo foi publicado no Portal Notícia Sustentável no dia 20 de agosto de 2020. Confira: https://www.noticiasustentavel.com.br/artigo-estrategias-empreendedorismo-sustentavel/

Greenwashing e eco-friendly: consistência de ações sustentáveis ou apenas marketing ecológico durante a pandemia?

Greenwashing e eco-friendly: consistência de ações sustentáveis ou apenas marketing ecológico durante a pandemia?

Os termos traduzidos como “lavagem verde” e “amigo do meio ambiente”, em português, já fazem parte do dia a dia de algumas indústrias e, por consequência, da rotina dos especialistas em sustentabilidade

Com a intensificação da pandemia ao redor do mundo, as preocupações ligadas às questões socioambientais aumentaram. Em vista disso, as organizações passaram a se engajar cada vez mais em projetos que visassem o meio ambiente, bem como o ser humano. Dessa forma, as companhias pararam suas esteiras a fim de produzir máscaras, álcool em gel, luvas e até vacinas.

De acordo com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), no seu monitor de doações do Covid, foram mais de R$ 6 bilhões, em serviços e produtos doados. Mas será que esse momento de união das marcas são porque acreditam na causa, ou é apenas um mecanismo de induzir os consumidores a comprarem algo que permita menos peso na consciência, afinal a compra do produto “faz bem para o planeta”?

Esta pergunta vem diariamente sendo feita, pois a nova geração gradativamente mais cética em relação às marcas que se dizem abraçar as questões sociais e ambientais, por meio de seus produtos e serviços, vendem para mídia uma imagem, com o objetivo de ganhar reconhecimento do mercado, mas dentro do próprio negócio agem de outra forma. Temos presenciado cada vez mais as pessoas nas redes sociais se aprofundarem em movimentos organizacionais que levantam pautas sobre práticas sustentáveis.

Isso tem crescido a ponto de muitos buscarem adquirir itens apenas de empresas que afirmam gerar impactos positivos para a sociedade e natureza. Prova disso, é a pesquisa Estilos de Vida, de 2019, realizada no Brasil, pela Nielsen. Cerca de 42% dos consumidores brasileiros estão em busca de mudanças quando se trata de seus hábitos de consumo, e 30% dos entrevistados dizem procurar ler os ingredientes que compõe o produto. Os dados revelam também que 58% das pessoas já não compram mais mercadorias que fazem teste em animais e 65% pararam de obter qualquer coisa que esteja associada às questões de trabalho escravo.

Para o especialista em sustentabilidade, professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS), Marcus Nakagawa, este será o futuro e a pandemia veio para reforçar isso.

“Muitas marcas já iniciaram um processo de transformação em seu DNA e agora querem se enquadrar como eco-friendly, ou seja, optam por fontes de energia renováveis, monitoram e controlam com maior precisão o consumo de recursos, escolhem fornecedores reconhecidos por iniciativas de baixa emissão de carbono; fazem coleta seletiva, entre outras ações”, explica.

O conceito e exercício dessas práticas devem ser diários, pois é com esse tipo de atuação que todos perceberão a real intenção de cada organização. Nakagawa afirma, ainda, que o combate é coletivo, mas também individual, por isso, as pessoas têm procurado obter conhecimento, principalmente, agora durante a pandemia, para que narrativas mentirosas não passem mais em branco.

Enquanto isso não acontece em sua totalidade, especialistas em sustentabilidade como Marcus Nakagawa, acompanham criticamente o desenvolvimento destes discursos e movimentos de marketing de causas.